A 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (31/8), mostra mudanças no andar de baixo da disputa presidencial. Augusto Cury, candidato do Avante, que ganhou visibilidade ao longo da semana, avançou de 2% para 11% na simulação estimulada de 1º turno, tornando-se o primeiro nome alternativo a ultrapassar a barreira dos dois dígitos. O avanço ocorreu em um cenário de perda de votos dos principais candidatos.
No 1º turno estimulado, Lula caiu de 41% para 39%, seu pior resultado desde o início da série histórica. A variação está dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro também recuou, de 37% para 33%, seu menor percentual em cinco semanas e também o pior resultado da série. Augusto Cury foi de 2% para 11%. Caiado e Renan Santos mantiveram os mesmos 5% e 3%, respectivamente, enquanto Romeu Zema caiu de 3% para apenas 1%.
O avanço de Augusto Cury sugere a captura de uma parcela do voto de protesto de eleitores insatisfeitos com a polarização, mas, por enquanto, não é suficiente para ameaçar a presença de Lula e Flávio no segundo turno.
Na pergunta espontânea, Lula oscilou de 38% para 37% e Flávio Bolsonaro, de 31% para 30%, ambas as variações dentro da margem de erro. Augusto Cury, por outro lado, saltou de 1% para 8%. Sozinho, já reúne mais intenções espontâneas do que todos os demais nomes de 3ª via somados (7%). O percentual de indecisos recuou novamente, de 15% para 13%.
Segundo turno mais apertado
No principal cenário de 2º turno, Lula e Flávio repetiram o mesmo resultado da última semana: 46% a 45%, mantendo o empate dentro da margem de estabilidade da pesquisa.
Sem crescer no 1º turno, Ronaldo Caiado melhorou seu desempenho contra Lula no 2º turno. O presidente recuou de 46% para 45%, enquanto o ex-governador de Goiás avançou de 42% para 44%, configurando empate técnico.
Na batalha das rejeições, Lula permaneceu em 49%, mesmo percentual da semana anterior, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro oscilou de 48% para 50%.
Aprovação e rejeição
A má notícia para Lula está na piora da avaliação do governo federal. A aprovação caiu de 48% para 46%, enquanto a desaprovação subiu de 49% para 51%. O saldo negativo de -5 pontos percentuais é o pior desde abril, quando a percepção sobre o governo havia melhorado.
Saúde e segurança dominam a agenda
Na pergunta sobre os principais problemas do país, segurança pública/violência/criminalidade aparece em primeiro, com 35%, seguida por saúde pública (30%). Inflação/custo de vida aparece com 19%, enquanto corrupção fica em 13%.
Isso é relevante eleitoralmente porque as duas principais demandas estão entre os temas em que a pesquisa também mede a capacidade atribuída aos candidatos.
A Nexus entrevistou, por telefone, 2.005 pessoas entre 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08900/2026.
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Candidato do Avante chega a 11% e se torna o primeiro nome alternativo a superar os dois dígitos, enquanto Lula e Flávio recuam no 1º turno