Antes que o ministro Dias Toffoli pudesse terminar sua declaração de suspeição no julgamento sobre a abertura ou não de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino pediu a palavra e protagonizou o primeiro atrito na sessão histórica — e tensa — do Supremo Tribunal Federal (STF).
Dino queria lembrar que o relatório sobre o possível envolvimento de Toffoli no caso Master foi arquivado por Fachin sem passar pelo plenário.
Mas o presidente Edson Fachin entrou em cena para dizer que gostaria que a palavra sempre fosse solicitada ao presidente nesta sessão extraordinária.
O ministro Flávio Dino disse que iria seguir o regimento interno da corte e pedir a palavra ao relator.
Fachin afirmou que o regimento interno diz que a palavra sempre deve ser pedida ao presidente, mas que Flávio Dino teria a palavra porque ele estava concedendo.
Flávio Dino elogiou a decisão de Kássio Nunes Marques por se declarar impedido e, ao dizer que é importante a preservação da ponderação e equilíbrio, foi interrompido por Fachin, que afirmou que isso tudo era importante inclusive para seguir o equilíbrio.
Ambos tiveram uma segunda discussão sobre o procedimento no dia.
Kássio Nunes Marques pediu para se retirar da sessão plenária.
O ministro Gilmar Mendes também entrou na discussão para dizer que acreditava que a palavra costumava ser concedida por quem estava com ela.
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Fachin pediu que todos peçam a palavra ao presidente antes de falar nesta sessão. Assista ao vídeo