O presidente Luiz Inácio Lula da Silva partiu para tudo ou nada no seu discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, nesta terça-feira (22/9). A decisão do Palácio foi a de subir o tom. Lula, diante de 193 países, afirmou que o Brasil não vai terceirizar o combate ao crime e ainda cobrou do presidente dos EUA, Donald Trump, uma resposta à proposta entregue ao americano para estrangular o financiamento ao crime organizado.
Lula também falou na escolha pela soberania e insistiu que o Brasil não será o quintal de ninguém. Foi uma dupla aposta na narrativa que ainda considera vencedora para a eleição e na blindagem do processo eleitoral diante de outros países.
“Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime. Esse é o espírito da proposta que entreguei pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos”, disse.
Lula também deixou o recado claro de que a soberania passa pela exploração das riquezas naturais ao Brasil. É uma referência aos mineirais críticos, alvo dos interesses americanos no país e uma das principais questões geopolíticas da atualidade: “Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro — e é em benefício dele que serão exploradas. O acesso a nossos minerais terá como contrapartida obrigatória a geração de valor em nosso território, a transferência de tecnologia e o suprimento de setores estratégicos nacionais”.
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Presidente disse que não vai terceirizar combate ao crime e cobrou de Trump resposta sobre proposta envolvendo o tema