O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito neste domingo (4/10), no primeiro turno das eleições 2026, governador do estado de Minas Gerais a partir de 2027. Com 96% das urnas apuradas, ele registrou 55,39% votos válidos, seguido pelo segundo colocado, o ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT), com 26,21%;
O também ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), o governador Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da FIEMG, e o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB) também ficaram pelo caminho.
Popular nas redes sociais por seu estilo estridente e discurso contra as “mordomias”, Cleitinho era apontado como favorito pelas pesquisas de opinião desde o fim de 2025. Ainda assim, deu sinais dúbios sobre sua candidatura, ora dizendo que disputaria o cargo, ora desconversando.
Depois que Cleitinho faltou à convenção estadual do partido, o diretório do Republicanos de Minas soltou uma nota, ainda no final de julho, vetando o nome do senador para a disputa. Diante da incerteza que seu nome gerava, partidos e lideranças da direita mineira, incluindo o Republicanos, começaram a articular alternativas. Marcelo Aro (União-PP), ex-secretário estadual, chegou muito perto de consolidar o apoio do partido e do PL de Flávio Bolsonaro em torno de uma possível candidatura a governador.
Mas o veto iniciou uma novela em torno de Cleitinho que se estendeu até o início agosto. O senador, que vivia o luto pela morte de seu irmão, insistiu em sua candidatura. Depois, porém, chegou a gravar um vídeo ao lado do deputado Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, dizendo, aos prantos, que não disputaria por não se encontrar bem. Voltou atrás e novamente insistiu na candidatura, fazendo com que seu partido cedesse às vésperas da data limite para registrar o nome para a corrida eleitoral.
Empresário do ramo do varejo, cantor e compositor, Cleitinho ingressou na política como vereador em Divinópolis, sua cidade natal. Antes de atuar no Senado, ele foi deputado estadual, de 2019 a 2023. Apesar de possuir forte ligação com o bolsonarismo e de apoiar o senador Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto, se apresenta como “independente”. Por exemplo, ele apoia publicamente o fim da escala 6×1 e é crítico da privatização de estatais mineiras, diferenciando-se do resto da direita.
Foi também devido a essa independência, inclusive em relação a pautas caras para a direita, além de seu estilo indomável, que alimentaram essa desconfiança em relação a sua candidatura. No final, o favoritismo de Cleitinho nas pesquisas falou mais alto e ele garantiu a candidatura — e, neste domingo, o cargo de próximo governador de Minas. Terá que conciliar suas promessas e seu discurso antissistema com inúmeros desafios do estado, sobretudo na área fiscal.
Aproveite as Melhores Ofertas do Prime Day
Descontos exclusivos em notebooks, celulares, livros, eletrônicos, escritório, casa inteligente, Alexa, Kindle, SSD, monitores, impressoras e muito mais.
⚡ Ofertas por tempo limitado. Os estoques podem acabar rapidamente.
🛒 Acessar Ofertas do Prime DayTransparência: O SpedTax participa do Programa de Associados da Amazon e pode receber comissão por compras qualificadas realizadas por meio deste link, sem custo adicional para você.
O senador do Republicanos confirma favoritismo apontado pelas pesquisas, após impasse inicial sobre sua candidatura