O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estarão frente a frente neste domingo (18/10), às 20h, no primeiro debate televisivo entre os candidatos à Presidência do segundo turno das eleições de 2026. O encontro é promovido pela TV Bandeirantes, em São Paulo. Terá cerca de duas horas de duração, com confronto direto entre os presidenciáveis e perguntas de jornalistas.
O debate é realizado a uma semana do segundo turno de uma das disputas presidenciais mais acirradas desde a redemocratização. O JOTA faz a cobertura ao vivo das declarações dos candidatos. Acompanhe abaixo.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com cerca de 47% dos votos válidos, contra 45% de Lula. Na reta final da campanha, pesquisas apontam empate técnico entre os dois.
Será a primeira vez que Lula e Flávio Bolsonaro se confrontarão diretamente em um debate nesta campanha. Os dois ficaram de fora dos encontros realizados no primeiro turno. Ao fim do primeiro turno, apenas um debate presidencial foi realizado na TV aberta, em 23 de agosto, pela Band, com a participação de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
A campanha do petista alegou que o formato dificultava a apresentação de propostas e favorecia ataques ao presidente, enquanto Flávio Bolsonaro condicionou inicialmente sua presença à participação de Lula, sob o argumento de que não faria sentido debater sem o principal adversário.
Passado o primeiro turno, Flávio Bolsonaro afirmou que participaria dos confrontos para comparar os programas e os governos. Na última semana, porém, chegou a afirmar que não iria comparecer no debate da Band.
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Após Lula confirmar presença e desafiar o adversário a comparecer, Flávio Bolsonaro anunciou que participaria do encontro deste domingo. O petista também passou a defender os debates como oportunidade para confrontar diretamente as propostas dos dois candidatos.
Acompanhe ao vivo as principais falas e a repercussão do debate da Band
20h59 – Lula diz que quer voto de todos os presidiários, ‘até de Jair Bolsonaro’, após provocação de Flávio
Lula afirmou que quer receber o voto de todos os brasileiros, inclusive de pessoas presas e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador Flávio Bolsonaro (PL). A resposta foi dada depois de Flávio Bolsonaro ter recebido votos de eleitores presos provisoriamente.
Flávio insistiu no assunto e afirmou que presídios comemoraram a vitória de Lula nas eleições de 2022. O presidente rebateu trazendo à discussão um caso de assassinato de uma menina de cinco anos e a atuação de Flávio Bolsonaro, que já era senador, em defesa de um policial militar acusado pelo crime.
20h55 – Lula chama Flávio de miliciano
O candidato petista disse que não ficaria fisicamente perto de Flávio Bolsonaro porque ele é “miliciano”.
20h50 – Presidente questiona Flávio Bolsonaro sobre dinheiro de Vorcaro
“Você pegou R$ 134 milhões [do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília], mentiu para a sociedade brasileira. O que é que você fez com esse dinheiro? Explique para a sociedade brasileira”, disse o presidente.
Flávio Bolsonaro, com ironia, afirmou que o dinheiro foi para o filme Dark Horse, sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e que Lula receberia um convite VIP para assistir a estreia. “Você não tem como ser admirado por ninguém”, disse o candidato do PL.
20h48 – Flávio Bolsonaro mantém tom agressivo; Lula tenta manter controle
O candidato do PL afirmou que está “esfregando umas verdades na cara” do presidente, que tenta se controlar, especialmente quando confrontado com questões que envolvem Lulinha.
20h47 – Ao citar Luchsinger, Flávio diz que Lula “não deve ter dormido bem”
Durante o debate, Flávio perguntou se Lula conhecia Roberta e disse que ela havia feito acusações graves contra o presidente e seu filho: “Fez acusações muito graves contra você. Sei que você não deve ter dormido bem, porque ela falou de muito mais coisas. Você dizia que não a conhecia. Você tem a oportunidade agora de corrigir sua resposta: você conhece Roberta Luchsinger?”.
Lula respondeu que o caso cabe à PF e afirmou que a empresária contou mentiras na entrevista à CNN. O presidente também declarou que as investigações devem esclarecer os fatos e que os envolvidos precisam responder caso sejam comprovadas irregularidades.
Na sequência, Lula mudou o foco para o senador e cobrou explicações sobre a suposta relação de Flávio Bolsonaro com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado no esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. O presidente questionou a manutenção de um escritório ligado a Flávio e também citou a investigação sobre o esquema de fraudes no INSS durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
20h40 – ‘Você acha que já ganhou as eleições, você se prepara que você vai perder a imunidade no dia 25’, diz Lula a Flávio Bolsonaro
20h31- Lula pergunta o que Flávio Bolsonaro tem contra as mulheres e Flávio Bolsonaro retruca: “Você conhece Roberta Lucshinger?”. Candidatos trocam acusações
O candidato do PL subiu o tom ao citar o Fábio Luís, filho do presidente, investigado no caso do INSS. Flávio citou a entrevista da lobista Roberta Luchsinger à CNN, com acusações contra o presidente e sua família. “A Roberta é uma questão da Polícia Federal, e quando a Polícia Federal terminar de investigar (o caso) você vai saber quem é a Roberta”, responde Lula, que também afirmou que a oposição “aliciou” a lobista.
“O filho do Lula mora em um bairro muito rico (em Madrid, na Espanha)”. “Meu filho abriu sua conta bancária para ser investigado”. “Não sou um pai que protege um filho como seu pai”, respondeu o presidente. “Por que ele está fugindo lá na Espanha?”, questionou o senador. “O seu irmão está fugindo nos EUA”, respondeu Lula.
20h30 – Na economia, Lula evoca sua trajetória na Presidência; Flávio Bolsonaro parte para o ataque
O presidente citou índices da suas gestões ao responder questão sobre economia. O candidato do PL tentou puxar a discussão para a economia da vida real, com falas sobre preço dos alimentos, por exemplo, e aproveitou para desferir o primeiro ataque ao petista: “Vou tirar [dinheiro] do Lula e vou dar para você”
20h27 – Flávio Bolsonaro começa em tom enérgico, enquanto Lula tenta demonstrar tranquilidade
Ao falar sobre segurança pública, o candidato do PL usou termos fortes para falar sobre criminosos. Disse que um eventual governo não haverá “mão na cabeça” e que “marginais ficarão presos”. Desde o início da campanha, o senador tem dado prioridade a esse tema.
Flávio Bolsonaro também afirmou que pretende declarar guerra ao que chamou de “narcoterrorismo” a partir de janeiro de 2027 e prometeu classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações desse tipo.
O senador também citou a lei antifacção aprovada pelo Congresso e criticou a política de segurança pública do atual governo. “No governo do Flávio Bolsonaro não vai ter ninguém passando a mão na cabeça de bandido, como tem no atual governo”, afirmou. Ele prometeu ainda construir mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário.
Lula, por sua vez, questionou a atuação de Flávio enquanto senador na discussão da PEC da Segurança Pública e afirmou que, embora a segurança seja uma atribuição dos estados, os governos estaduais não conseguiram conter o avanço das organizações criminosas. O presidente citou a lei antifacção aprovada pelo Congresso e defendeu a PEC como instrumento para ampliar a atuação federal no enfrentamento às facções e milícias. Disse que criará um Ministério da Segurança Pública assim que a PEC for aprovada.
Ao defender as ações de sua gestão, Lula afirmou que o governo pretende intensificar o combate ao crime organizado. O presidente também declarou que as medidas adotadas nos últimos quatro anos superam o que foi feito anteriormente no país.
20h25 – Hashtags de apoio a Lula dominam assuntos políticos em alta no X
As hashtags de apoio a Lula aparecem entre os assuntos políticos mais comentados no X (antigo Twitter) na noite deste domingo, durante o debate presidencial da Band. O tópico mais comentado é #LULAVAIVENCER, primeiro nos assuntos do momento. Também estão em alta #ExercitoDoLulaNaBand e #AtoPelaDemocracia.
As expressões aparecem na lista de assuntos do momento da plataforma, ao lado de temas esportivos e de entretenimento. Até o momento, não há hashtags de apoio a Flávio Bolsonaro.
20h19 – As regras do começo do debate da Band
A abertura do primeiro bloco terá duas perguntas formuladas pelos mediadores Eduardo Oinegue e Adriana Araújo para cada um dos candidatos. Na sequência, Flávio Bolsonaro e Lula começam a debater em confronto direto.
20h15 – Começa o debate presidencial da Band com Lula e Flávio Bolsonaro, candidatos a presidente da República
20h12 – Veja como foram as sabatinas com Lula e Flávio Bolsonaro na Globo
Lula abraça redução da maioridade penal, mas deixa de capitalizar fim da escala 6×1 no JN
Flávio usa sabatina como propaganda, enaltece bolsonarismo e deixa conta do ajuste em aberto
20h03 – Debate começará 20h15
O debate será atrasado em 15 minutos. Marcado para às 20h, começará às 20h15. A informação é do diretor-geral de conteúdo do Grupo Bandeirantes, Rodolfo Schneider, que justificou a alteração do horário em razão do atraso dos candidatos. Flávio Bolsonaro chegou menos de 30 minutos antes do início, Lula chegou 10 minutos depois. Eles estão em salas separadas junto a aliados e assessores.
19h52 – Lula chega à Band e defende debate com “aula de civilidade” e sem provocações
O presidente Lula (PT) disse que espera que o debate entre os candidatos à Presidência sirva para esclarecer as propostas dos candidatos e seja marcado pela civilidade, sem ataques pessoais.
“Eu espero que o debate seja uma aula de civilidade, para que a sociedade aprenda a gostar de política. Porque, se for xingamento, se for provocação, a sociedade já está cansada disso”, afirmou. Questionado se considera ter vantagem sobre Flávio Bolsonaro por participar de debates eleitorais há mais tempo, Lula respondeu: “Eu não sei se tenho vantagem. Acho que tenho um pouco mais de experiência. Não sei se experiência vale nesse país”.
Lula também afirmou que sua estratégia será manter o contato direto com a população e citou as viagens pelo país nas últimas semanas como parte desse esforço. Ele acrescentou que espera que a participação no debate televisivo também contribua para ampliar o diálogo com o eleitorado. O presidente chegou acompanhado por marqueteiros e pela primeira-dama, Janja.
19h36 – Flávio Bolsonaro chega à Band e promete “esfregar verdades na cara” de Lula
O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou à Band e afirmou que pretende confrontar o presidente Lula (PT): “Vai ser muito prazeroso esfregar algumas verdades na cara dele”. O candidato disse que gostaria de ter enfrentado Lula em um debate ainda no primeiro turno e afirmou que o encontro seria uma uma oportunidade para aprofundar as propostas dos dois lados.
“Poder trazer a verdade à população brasileira, falar do projeto de prosperidade do nosso lado, que é infinitamente melhor do que o projeto de trevas e de atraso que é o lado de lá. O Brasil escolheu a mudança no primeiro turno, vai escolher a mudança no segundo também”, afirmou.
Flávio Bolsonaro disse que a campanha petista foi baseada na mentira e fez uma comparação entre o seu grupo político com os aliados de Lula. “No nosso time vai ter muito mais Tarcísios e Dani Marques, enquanto do lado do Lula vocês viram muitos Haddads e Dilmas”, afirmou. Flávio Bolsonaro chegou à emissora acompanhado de Daniela Marques, Sérgio Moro e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Lula ainda não está presente.
19h35 – Políticos e aliados aguardam chegada de Flávio e Lula
Políticos e aliados dos candidatos à Presidência estão na Band para acompanhar o debate presidencial. Entre os presentes estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), a ex-ministra Simone Tebet (PSB) e o ex-prefeito do Recife João Campos, presidente nacional do PSB.
Também chegaram Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha petista em São Paulo, as deputadas federais Luna Zarattini (PT-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP), o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e o deputado federal reeleito Delegado Olim (PP).
19h24 – Alckmin vê “momento alto” da campanha e destaca importância do debate
Ao chegar ao debate na noite deste domingo, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vive um “momento alto na campanha do segundo turno”, com crescimento nas redes sociais e nas ruas.
Alckmin avalia que o debate permitirá comparar as propostas de Lula e do adversário em temas que devem ter peso na escolha dos eleitores. “Vamos poder ter um bom confronto para comparar saúde, economia, desemprego”, afirmou.
19h10 – Judiciário interferiu em debate e levou Globo a cancelar programa no primeiro turno
Em 1º de outubro, a ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu a um pedido da campanha petista e proibiu a TV Globo de exibir de forma destacada o púlpito vazio reservado a Lula, que havia anunciado ausência no encontro. A decisão da ministra também suspendeu a possibilidade de os adversários direcionarem perguntas ao presidente.
Horas depois, Flávio Bolsonaro, que havia confirmado presença, desistiu do debate e classificou a decisão como censura. No mesmo dia, o ministro Gilmar Mendes, do STF, autorizou a participação de Renan Santos (Missão), alterando a configuração do encontro. A Globo cancelou o evento, alegando que as decisões judiciais interferiram nas regras previamente acordadas com as campanhas e provocaram insegurança jurídica.
18h51 – Entrevista de Luchsinger lembra cartada de Collor com mãe de Lurian
A oito dias do segundo turno, a entrevista de Roberta Luchsinger à CNN ofereceu à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) munição pesada contra Lula (PT) na reta final da campanha. A cena lembra um dos episódios mais controversos da eleição de 1989, quando Fernando Collor levou Miriam Cordeiro, mãe de Lurian, à televisão para atacar o adversário. Mas, desta vez, há uma diferença importante. O espaço era uma entrevista jornalística, não a propaganda eleitoral do concorrente. A entrevista deve ser tema do debate deste domingo entre Flávio Bolsonaro e Lula. Leia a íntegra da análise de Fábio Murakawa sobre a entrevista de Luchsinger.
18h33 – Estratégia de Lula e Flávio esvaziou debates presidenciais
O primeiro turno das eleições de 2026 terminou sem um embate entre os líderes da disputa. A estratégia de ambos de condicionar a participação nos encontros à presença do principal adversário contribuiu para esvaziar a agenda de debates. O encontro da Band, em 23 de agosto, com apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) foi o debate inaugural com menor número de candidatos desde a redemocratização.
No primeiro turno, Lula havia decidido não comparecer aos debates sob o argumento de que o formato favorece ataques simultâneos e oferece pouco espaço para responder aos adversários. A avaliação de que seria o principal alvo dos candidatos de direita também pesou na decisão. Já Flávio Bolsonaro adotou a estratégia de apenas participar dos confrontos em que Lula estivesse presente, para evitar virar alvo dos demais candidatos do campo conservador. Agora no debate da Band de segundo turno, a partir das 20h, os dois irão finalmente debater pela primeira vez.
18h05 – Flávio Bolsonaro e Lula têm menor diferença no 1º turno desde a redemocratização
A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro chega à reta final com diferença estreita nas pesquisas de intenção de voto. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,15% de Lula. Foi uma distância de 1,87 ponto percentual, por volta de 2,2 milhões. É a menor da história entre candidatos no primeiro turno desde a redemocratização.
Levantamentos divulgados nesta semana reforçam o cenário de equilíbrio. Pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro mostrou Flávio com 46% das intenções de voto e Lula com 44%, em empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Já o Datafolha, divulgado no dia seguinte, apontou 51% para Flávio e 49% para Lula nos votos válidos, também dentro da margem de erro.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Com os dois candidatos tecnicamente empatados nas pesquisas, a campanha entra na última semana com a disputa pelo eleitorado indeciso e a tentativa de consolidar os apoios conquistados no primeiro turno. Os candidatos contam com o debate desta noite para influenciar este cenário.
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Após ausências nos debates do primeiro turno, candidatos se encontram pela primeira vez a uma semana da votação