Nunes Marques dá 24 horas para Meta, Google e X prestarem informações sobre o ‘Exército do Lula’
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Nunes Marques dá 24 horas para Meta, Google e X prestarem informações sobre o ‘Exército do Lula’
Nunes Marques Meta Exército LulaCampanha de Flávio Bolsonaro sustenta que existe uma coordenação no canal, com ordens a serem cumpridas, hashtags a serem publicadas, entre outros

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, pediu informações à Meta, Google e X sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). As empresas têm 24 horas para responder, dada a proximidade do segundo turno. O canal já conta com mais de 8 milhões de seguidores.

A decisão de Nunes Marques foi tomada em uma ação movida pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A coordenadora jurídica da campanha de Flávio, Maria Cláudia Bucchianeri, questionou a fiscalização que a Meta deveria exercer sobre possíveis violações das regras eleitorais no canal de Janones.

A defesa de Flávio sustenta que existe uma coordenação no “Exército do Lula”, com ordens a serem cumpridas, hashtags a serem publicadas em horários determinados, comentários ditados e textos prontos. Em um dos casos levados ao TSE, a campanha de Flávio relata que, na terça-feira (20/10), o canal orientou seus inscritos a pesquisar no Google a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula” e a impulsionar hashtags no X.

Os advogados dizem que a Meta não identificou sinais de comportamento coordenado, mas a empresa não indicou os critérios, métodos, período nem aplicativos examinados. Por isso, a defesa pediu um relatório mais preciso.

Diante dos pedidos da campanha de Flávio, Nunes Marques solicitou esclarecimentos às três empresas. Até então, as controvérsias sobre o canal de Janones estavam ligadas apenas à Meta. Entre os esclarecimentos solicitados estão a identificação de comportamento coordenado, a análise dos padrões de engajamento e distribuição, a rastreabilidade e circulação de conteúdos, a análise das atividades publicitárias e de amplificação remunerada, a aderência ao Plano de Conformidade e a demonstração das providências já tomadas pelas empresas.

Ao mesmo tempo, a coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a pedir a retirada do endereço do canal “Exército do Lula” do registro de candidatura. Desde que Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal ao registro, integrantes do PT têm demonstrado incômodo com a exigência. A manutenção da obrigação chegou a dificultar a tentativa de acordo conduzida pelo ministro para reduzir a judicialização da disputa eleitoral no TSE.

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