PSD tem candidatos a governador em 13 estados, mas só conta com palanque a Caiado em quatro
🔥 PRIME DAY AMAZON

Aproveite as Melhores Ofertas do Prime Day

Descontos exclusivos em notebooks, celulares, livros, eletrônicos, escritório, casa inteligente, Alexa, Kindle, SSD, monitores, impressoras e muito mais.

⚡ Ofertas por tempo limitado. Os estoques podem acabar rapidamente.

🛒 Acessar Ofertas do Prime Day
🚚 Frete Prime 💳 Parcelamento 🏷️ Descontos Exclusivos 🔒 Compra Segura

Transparência: O SpedTax participa do Programa de Associados da Amazon e pode receber comissão por compras qualificadas realizadas por meio deste link, sem custo adicional para você.

PSD tem candidatos a governador em 13 estados, mas só conta com palanque a Caiado em quatro
ronaldo caiado psd eleiçõesCandidatura reflete amadurecimento e capilaridade do PSD, mas esbarra na autonomia regional que caracteriza a legenda

O Partido Social Democrático (PSD), presidido por Gilberto Kassab, enfrenta um cenário peculiar nas eleições deste ano. Pela primeira vez em sua história, a legenda tem candidato próprio à Presidência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. No entanto, o ex-governador não estará no palanque de todos os candidatos do partido aos governos estaduais.

O próprio Kassab assumiu a posição de candidato a vice-presidente. A manobra, contudo, não foi capaz de garantir apoio irrestrito a Caiado. Nos quatro maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia — o goiano não terá o apoio dos palanques estaduais do PSD.

Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas

Em São Paulo, o PSD apoia a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em cujo governo Kassab foi secretário da Casa Civil. O governador é aliado de primeira hora de Flávio Bolsonaro (PL). Em Minas Gerais, o atual governador e candidato Mateus Simões é filiado ao PSD, mas apoia Romeu Zema (Novo), de quem foi vice-governador.

No Rio de Janeiro, o nome do PSD é Eduardo Paes, líder nas pesquisas e aliado do presidente Lula (PT) no estado. Já na Bahia, o partido faz parte da coligação petista para reeleger Jerônimo Rodrigues (PT).

A dificuldade de unificar o partido em torno de Caiado ganhou uma nova dimensão na largada oficial da campanha. Kassab provocou uma crise na oposição ao afirmar que “a chance de Flávio (Bolsonaro) se eleger é zero” e que o senador deve “desabar” quando o PT explorar seu histórico durante a disputa. A declaração desagradou Caiado, que, segundo apurou o JOTA, avaliou que a repercussão poderia sugerir uma proximidade de sua chapa com Lula ou com o PT.

O episódio ocorreu em meio a uma crise na comunicação da campanha do PSD, que culminou na demissão de Paulo Vasconcelos da direção da equipe de marketing nesta segunda-feira (17/8), por divergências com Caiado. A nova linha de comunicação será conduzida pelo publicitário Marcos Carvalho. Caiado, que aparece abaixo dos 5% nas pesquisas mais recentes, também precisou reagir publicamente às interpretações sobre a fala de seu vice e afirmou que não apoiará Lula em um eventual segundo turno.

A tensão na chapa nacional contrasta com a força eleitoral do PSD nos estados. A sigla oficializou 13 candidatos ao governo. Desses, seis oficializaram apoio a Lula: Omar Aziz (AM), Natasha Slhessarenko (MT), Raquel Lyra (PB), Eduardo Paes (RJ), Fabio Mitidieri (SE) e Laurez Moreira (TO).

Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas

Quatro declararam publicamente apoio a Caiado: José Roberto Arruda (DF), Sandro Alex (PR), Adailton Fúria (RO) e João Rodrigues (SC). Em Minas Gerais, Mateus Simões caminha junto a Romeu Zema. No Amapá, Dr. Furlan, que compõe chapa com vice do PL, tem adotado uma postura mais discreta, sem declarações públicas sobre a eleição presidencial, mas segundo fontes do partido, a sigla conta com o palanque a Caiado no estado.

No Maranhão, Eduardo Braide tenta permanecer neutro em relação à disputa presidencial. O cenário revela três movimentos dentro do PSD. De um lado, estão os diretórios que se aproximaram do governo Lula e dependem de alianças locais com o PT. De outro, braços do partido integrados a projetos da direita, como ocorre em São Paulo, Minas Gerais e Amapá. Há ainda lideranças que preferem preservar margem de negociação e não nacionalizar a disputa estadual.

A divisão expõe um desafio para a primeira candidatura presidencial do PSD: transformar a força acumulada nos estados e municípios em apoio a um projeto nacional. A autonomia regional que hoje dificulta a construção de uma rede de palanques para Caiado é também uma das características que ajudaram a legenda a crescer desde sua fundação, em 2011.

Qual a força do partido?

O PSD chega a este pleito como uma das maiores máquinas partidárias do país. Nas eleições municipais de 2024, elegeu 887 prefeitos — o maior número entre todas as legendas —, além de 6.953 vereadores, segundo os resultados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Atualmente, tem 48 deputados em exercício na Câmara e começou 2026 com a segunda maior bancada do Senado, com 14 parlamentares.

Ao oficializar Caiado para presidente e Kassab para vice, o PSD buscou apresentar a chapa como demonstração de maturidade de uma legenda que já havia conquistado capilaridade municipal, presença no Congresso e governos estaduais, mas nunca havia liderado uma disputa nacional.

Uma rede de quase 900 prefeitos é um ativo relevante para mobilização, articulação e montagem de chapas. A candidatura própria também dá ao PSD mais espaço na disputa nacional, acesso ao horário eleitoral e uma posição inicial para negociar o segundo turno. Ao mesmo tempo, exige um grau de verticalização que a legenda nunca precisou praticar.

O cientista político Paulo Niccoli Ramirez, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), avalia que a legenda tem dificuldade de transferir sua força municipal para uma candidatura à Presidência. Segundo ele, o crescimento do PSD nas cidades ocorreu menos por uma vinculação a um projeto nacional e mais por uma engrenagem entre prefeituras e bancadas legislativas: deputados abastecem municípios com emendas e ajudam a consolidar redes locais; essas redes, por sua vez, sustentam a eleição de parlamentares.

“O PSD é um partido que tem características burocrático-institucionais. Ou seja, de ocupar espaços, dentro dos governos, dentro das secretarias de municípios, estados e ministérios também. Não se pode dizer que, pelo menos até este momento, e muito menos com a eleição do Caiado, que a força municipal do PSD seja transferida necessariamente para um candidato à Presidência. Está muito longe disso”, afirma Ramirez.

Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email

Para o especialista, o PSD também tem entre suas principais características ser um “partido de bastidor” que, até então, tem se preocupado menos com eleições majoritárias. “A projeção do PSD não é no nível executivo, é no nível legislativo. A ênfase do partido, nacionalmente falando, é ocupar cargos de deputados e senadores”, diz o cientista político.

Na avaliação de dirigentes estaduais do partido ouvidos pelo JOTA sob reserva, a chapa presidencial tenta funcionar como centro político de uma organização que se fortaleceu justamente por permitir que seus núcleos estaduais se movam com liberdade.

PSD nasce fragmentado

A dificuldade de nacionalizar o partido tem relação direta com a formação da sigla. O PSD surgiu de uma dissidência do Democratas (DEM) liderada por Kassab, em meio a disputas internas pelo controle do antigo partido e a um cenário de provável continuidade do PT no governo federal.

Mas a nova sigla não reuniu apenas políticos interessados em se aproximar da então presidente Dilma Rousseff (PT). Dos 51 deputados federais fundadores analisados pelos pesquisadores, 17 vieram do DEM; os demais chegaram de legendas da base governista, da oposição e de partidos menores. O levantamento foi feito pelos cientistas políticos Sérgio Simoni Jr. e Ricardo Mendes Ribeiro no artigo “O surgimento do PSD e o sistema partidário brasileiro”, publicado em 2019.

Simoni Jr. e Ribeiro consideram que a criação e o sucesso inicial do PSD foram favorecidos por decisões do Poder Judiciário. Em 2007, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em entendimento posteriormente confirmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), definiu que os mandatos proporcionais pertencem aos partidos e que parlamentares poderiam perder o cargo ao mudar de legenda sem justa causa. A criação de um novo partido, porém, foi reconhecida como exceção, permitindo que grupos inteiros migrassem sem perder seus mandatos.

Em 2012, novas decisões do STF e do TSE permitiram que partidos fundados depois das eleições recebessem recursos do Fundo Partidário e tempo de propaganda eleitoral de acordo com o número de deputados que participaram de sua criação. Assim, embora não tenha disputado as eleições de 2010, o PSD pôde converter sua bancada fundadora em dinheiro e exposição, ampliando a capacidade de atrair candidatos, formar alianças e competir nas eleições municipais de 2012.

Outro fator importante foi político. Dirigentes nacionais e lideranças locais viram na nova legenda uma oportunidade para ampliar sua força parlamentar e regional. Para os especialistas, o PSD nasceu como uma organização sem restrições rígidas para se aliar a polos nacionais adversários, com uma estratégia voltada a maximizar bancadas e influência em diferentes níveis de poder, sem subordinar toda a estrutura partidária a um único projeto presidencial.

Quer receber reportagens do JOTA com mais frequência? Clique aqui e selecione o JOTA como fonte de informação no Google Notícias

Além dos 17 deputados provenientes do DEM, o PSD recebeu parlamentares do PMN, PP, PSDB, PMDB, PR, PSC, PPS, PTB, PDT, PCdoB, PSB, PV, PHS e PSL. Também nasceu com dois governadores, dois senadores e seis vice-governadores. A variedade de origens deu ao partido presença imediata em diferentes regiões e permitiu combinar lideranças que haviam integrado tanto a base quanto a oposição ao governo federal.

O resultado foi uma sigla nacional desde o nascimento, mas sem um centro programático capaz de ordenar todas as suas escolhas. Em vez de construir a unidade de baixo para cima em torno de uma identidade comum, o PSD reuniu grupos já estabelecidos e ofereceu a eles uma nova estrutura.

Essa flexibilidade apareceu desde as primeiras eleições disputadas pela legenda. Em 2014, embora integrasse nacionalmente a coligação de Dilma, o PSD apoiou oito candidatos do PSDB aos governos estaduais e apenas dois do PT.

“Não ser o governo, mas estar no governo”

O PSD participou de todos os governos desde a sua criação: Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Lula. Nos estados, construiu alianças tanto com o PT quanto com partidos de centro e de direita. Em São Paulo, Kassab integrou o primeiro escalão do governo Tarcísio; na Bahia, Otto Alencar e a estrutura estadual da legenda mantêm uma aliança duradoura com o PT; no Rio, Paes oferece a Lula um de seus principais palanques.

Para Paulo Niccoli Ramirez, o PSD ocupou progressivamente um espaço que já pertenceu ao MDB e, em outro sentido, ao PSDB. Do primeiro, teria herdado a capacidade de compor maiorias e participar de governos diferentes. Do segundo, incorporou quadros políticos e profissionais com experiência na gestão pública e no funcionamento da máquina estatal.

Na avaliação do cientista político, essa combinação tornou o PSD um partido especialmente eficiente nos bastidores. Tem bancadas grandes, capilaridade municipal e pessoal preparado para ocupar secretarias, ministérios e postos de segundo e terceiro escalão. Na avaliação de Ramirez, nestas eleições o partido “entra para perder” e, com isso, busca fortalecer ainda mais sua estratégia.
“Se perder, o partido buscará promover alianças em um eventual segundo turno.

Numa possibilidade de se manter neutro no segundo turno nacionalmente, favorecer que suas lideranças regionais apoiem este ou aquele candidato com a intenção de ocuparem no próximo governo cargos, que é a grande intenção sempre do PSD. Não é ser o governo, mas estar em qualquer governo, seja lá quem for”, diz Niccoli Ramirez.

A postura costuma render ao PSD o rótulo de fisiológico, mas, segundo especialistas, o comportamento do partido não é errático. Simoni Jr. e Ribeiro avaliam que houve coesão entre os deputados após a criação da legenda, apesar de eles terem vindo de partidos diferentes. O PSD não operava simplesmente como extensão do governo Dilma e apoiava o Executivo em nível inferior ao dos partidos formalmente integrantes da coalizão.

A lógica é menos a de subordinar o partido a um projeto nacional e mais a de preservar sua capacidade de negociação. É essa estratégia que permitiu ao PSD participar de governos diferentes e ampliar sua presença nos estados e municípios. Em 2026, porém, a primeira candidatura própria à Presidência põe esse modelo à prova: a autonomia que ajudou a construir a força nacional da legenda é a mesma que limita a capacidade de reuni-la em torno de Caiado.

🔥 PRIME DAY AMAZON

Aproveite as Melhores Ofertas do Prime Day

Descontos exclusivos em notebooks, celulares, livros, eletrônicos, escritório, casa inteligente, Alexa, Kindle, SSD, monitores, impressoras e muito mais.

⚡ Ofertas por tempo limitado. Os estoques podem acabar rapidamente.

🛒 Acessar Ofertas do Prime Day
🚚 Frete Prime 💳 Parcelamento 🏷️ Descontos Exclusivos 🔒 Compra Segura

Transparência: O SpedTax participa do Programa de Associados da Amazon e pode receber comissão por compras qualificadas realizadas por meio deste link, sem custo adicional para você.

Scroll to Top